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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A ingratidão na política ou os ingratos da política

Estariam no mesmo local de onde nunca deveriam ter saído: calcorreando as ruas de Santarém ou de Alpiarça porque profissionalmente, dificilmente conseguiriam “ser alguém”
Por: AC/JA

 Na política as pessoas são tratadas como “lenços de papel”. Depois de usados são deitados fora e acabou-se.
 Gratidão ou consideração é coisa que não existe. As pessoas só existem quando são precisas ou tem algo para dar ao partido.
Na política, como nos políticos, o que existe em abundância é ingratidão.
Jornal Alpiarcense contactou alguns socialistas alpiarcenses para que nos dessem a opinião sobre o que aconteceu a José Sócrates, socialista que foi e que desempenhou, entre outros, os cargos de: ministro do Ambiente, secretário-Geral do Partido Socialista e primeiro-ministro
Todos nos responderam da mesma forma e com uma desculpa esfarrapada: “para a política o que é da política e para a justiça o que é da justiça”.  
Ficamos com a sensação de que foram instruções dadas pelos “superiores” para quem tem ou teve responsabilidades politicas.
Alguns e algumas alpiarcenses, se quase atingiram o topo da carreira politica, ou cargos de responsabilidade tiveram a José Sócrates o devem.
No entanto a hipocrisia reinante nos partidos políticos e nos políticos leva-os a neste momento de circunstância a ignorarem o homem que lhes deu a possibilidade de serem alguém e de terem tido a possibilidade de desempenharem os mais diversos cargos.  


Se não fosse o agora detido, José Sócrates, estariam no mesmo local de onde nunca deveriam ter saído: calcorreando as ruas de Santarém ou de Alpiarça porque profissionalmente, dificilmente conseguiriam “ser alguém”.
Mas com o “mal dos outros estamos nós bem” opinar a respeito de quem os tanto ajudou, fica-lhes mal e até os pode comprometer.
Mais agora que António Costa até quer banir dos órgãos socialistas os apoiantes socráticos para que não o prejudiquem (a ele e não ao Partido Socialista).
 Nada então como os “silenciar”.
Gente que se volta conforme o vento e intimida a opinar quem recentemente era uma “figura pública” e a quem tanto lhes devem só pode ser pessoas que não prestam para nada porque são uns “troca-tintas” e não tem princípios nenhuns.
Não fossem políticos!
São pessoas e uma raça de políticos que são capazes de vender a “alma ao Diabo” para satisfazerem os seus interesses pessoais ou de pisar quem quer que seja para atingirem os seus fins.
Que continuem distantes, por muitos anos, dos destinos da nossa terra porque são pessoas que não prestam para nada mas capazes de prometer “este e aquele mundo” quando na prática apenas sabem dizer mal dos outros, como se  eles fossem  os melhores.
E quando não o fazem, silenciam-se para parecer que tudo está bem!

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